Assim como na jornada do paciente no ambiente hospitalar, a dimensão financeira da cooperativa em 2025 foi conduzida a partir de um processo contínuo de avaliação, monitoramento e tomada de decisão. Cada indicador, resultado e movimento financeiro foi analisado com rigor técnico, considerando seus impactos diretos na sustentabilidade da operação e na capacidade de garantir um cuidado seguro, eficiente e contínuo.
O exercício de 2025 foi conduzido em um ambiente de elevada complexidade para a saúde suplementar, caracterizado pela manutenção de taxas de juros em patamares elevados, pressão contínua sobre os custos assistenciais, ampliação do rol de procedimentos e incorporação de novas tecnologias, além de restrições à recomposição de receitas por meio de reajustes e produtos competitivos. Esse cenário exigiu da cooperativa uma atuação estruturada, orientada por critérios técnicos, disciplina na alocação de recursos e monitoramento contínuo do desempenho econômico-financeiro, com foco na preservação da sustentabilidade e na continuidade do cuidado.
A gestão financeira, nesse contexto, operou de forma integrada às demais dimensões da cooperativa, sustentando o hospital como principal ativo assistencial e garantindo as condições necessárias para o funcionamento adequado da jornada do paciente, do acesso ao atendimento até a alta, com segurança e qualidade. As decisões adotadas ao longo do exercício refletiram uma condução pautada pela responsabilidade e pela maturidade institucional, com ênfase na adequação da estrutura de capital, no controle rigoroso das despesas (assistenciais e administrativas) e na priorização de iniciativas com impacto direto na eficiência operacional.
Destacam-se, como movimentos estruturantes do período, a implantação do novo sistema de gestão (SGU) e a consolidação do fundo imobiliário, iniciativas que contribuíram para o fortalecimento das bases operacionais e financeiras da cooperativa. A implantação do SGU representou um avanço relevante na qualificação dos processos de gestão, ampliando a capacidade de integração de informações, padronização de rotinas e suporte à tomada de decisão. Como esperado em processos dessa natureza, a transição demandou ajustes operacionais, revisão de fluxos e tratamento de inconsistências, conduzidos de forma contínua ao longo do exercício, com evolução progressiva dos níveis de estabilidade e confiabilidade do sistema.
No campo da estrutura financeira, a consolidação do fundo imobiliário manteve-se como elemento relevante na estratégia de reorganização patrimonial e de sustentação das operações, ainda que inserida em um contexto macroeconômico adverso, com limitações de liquidez no mercado financeiro. Os movimentos realizados ao longo de 2025 evidenciam uma gestão orientada à manutenção do equilíbrio, à eficiência no uso dos recursos e ao fortalecimento progressivo da cooperativa, reconhecendo que a sustentabilidade econômico-financeira é condição essencial para a continuidade do cuidado, para o protagonismo médico e para a geração de valor ao longo de toda a jornada assistencial.
Em continuidade ao plano estratégico de reestruturação econômico-financeira, a cooperativa concluiu, no exercício de 2024, a alienação do Hospital Metropolitano Vale do Aço, movimento estruturado com base em critérios técnicos e aprovado pelas instâncias de governança. A operação foi realizada junto ao Fundo de Investimento Imobiliário Unimed Investcoop Nacional II – Responsabilidade Limitada, pelo valor de R$ 135 milhões, alinhado ao valor justo de mercado à época, conforme avaliações independentes.
A desmobilização do ativo integrou a estratégia de reorganização da estrutura de capital, com objetivos definidos de redução do endividamento, recomposição da liquidez e fortalecimento das condições financeiras da cooperativa, preservando, ao mesmo tempo, a continuidade do hospital como ambiente central de cuidado. Entretanto, o cenário macroeconômico, marcado pela elevação das taxas de juros, impactou diretamente a atratividade de ativos imobiliários no mercado, limitando a capacidade de captação integral de recursos pelo Fundo.
Diante desse contexto, e com o objetivo de assegurar a conclusão da operação, a cooperativa realizou a subscrição de R$ 49 milhões em cotas do Fundo, viabilizando o fechamento da oferta. Essa decisão, embora necessária do ponto de vista estrutural, produziu impacto relevante sobre a liquidez imediata. Dessa forma, o volume de recursos efetivamente ingressado em caixa totalizou R$ 86 milhões, montante inferior ao inicialmente projetado, o que demandou priorização na alocação dos recursos disponíveis.
A atuação da gestão concentrou-se, então, na quitação de passivos financeiros mais onerosos, na recomposição dos níveis mínimos de ativos garantidores exigidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e na manutenção da estabilidade das operações assistenciais, assegurando a continuidade do cuidado ao beneficiário.
Ao longo de 2025, a Cooperativa manteve esforços direcionados à alienação das cotas no mercado secundário. No entanto, as condições de mercado permaneceram desfavoráveis, com baixa liquidez e reduzida atratividade do ativo, o que inviabilizou sua monetização em níveis adequados. Mesmo diante dessas restrições, a condução financeira manteve-se alinhada ao propósito institucional, garantindo as condições necessárias para que o hospital permanecesse como eixo estruturante da assistência e para que a jornada do paciente siga sustentada por decisões responsáveis, cooperação entre os agentes e acompanhamento contínuo dos resultados.
Em 2025, a cooperativa registrou faturamento total de R$ 243.574.834,43, evidenciando evolução em relação ao exercício anterior (R$ 239.720.962,06) e reforçando a consistência na geração de receita ao longo do período. A liquidez corrente foi de 1,60%, refletindo a capacidade de gestão das obrigações de curto prazo dentro do contexto econômico enfrentado.
O índice de despesas administrativas alcançou 16,2%, considerando a atualização metodológica aplicada ao indicador, em linha com o processo contínuo de qualificação e transparência na apuração dos dados. O EBITDA atingiu 11,32% (9,70% em 2024), demonstrando avanço na eficiência operacional e na geração de resultados a partir das atividades principais da cooperativa.
A sinistralidade foi de 77,7%, evidenciando maior controle sobre os custos assistenciais e alinhamento entre receita e utilização dos serviços. A receita com planos totalizou R$ 211.007.884,48 (R$ 192.679.29,23), mantendo-se como principal componente da receita operacional, enquanto as outras receitas somaram R$ 32.566.949,95.
O custo com planos foi de R$ – 159.239.389,32, mantendo coerência com o volume assistencial realizado. As despesas de comercialização totalizaram R$ – 321.559,38, e as despesas administrativas atingiram R$ 33.417.898,33, compatíveis com a estrutura necessária para sustentação das operações.
O resultado financeiro totalizou R$ – 26.687.880,71, refletindo as condições do ambiente macroeconômico ao longo do exercício. Os tributos sobre o resultado somaram R$ 1.087.771,10.
A partir desse conjunto de resultados, a cooperativa apurou resultado líquido de R$ – 9.976.189,63, consolidando um desempenho alinhado à estratégia de reequilíbrio econômico-financeiro e ao fortalecimento das bases que sustentam a continuidade do cuidado e das operações.